A colheita da soja 2025/26 no Brasil desacelerou na última semana, pressionada por chuvas mais persistentes em estados-chave. Levantamento divulgado pela AgRural aponta que 21% da área cultivada estava colhida até quinta-feira, 12 de fevereiro, contra 24% no mesmo período do ciclo anterior.
O principal fator apontado para a perda de ritmo foi o padrão “invernado” em Mato Grosso, com menor abertura de sol e avanço mais lento das máquinas. Na prática, o atraso mexe com o calendário do campo porque encurta a janela de plantio do milho safrinha em algumas regiões, aumentando o risco climático para o segundo semestre agrícola.
No Sul, a estiagem no Rio Grande do Sul segue como foco de preocupação, já que perdas locais podem afetar produtividade e qualidade, mesmo com uma safra nacional ainda grande no agregado. Com isso, a pergunta que o mercado tenta responder é menos “vai ter safra grande?” e mais “qual será o tamanho do recorte regional das perdas e o efeito em logística, prêmios e preços?”.
Com o ritmo de colheita oscilando, negociações tendem a ficar mais travadas no curto prazo, enquanto produtores observam a formação de preços e a curva de entrega, especialmente para quem precisa abrir espaço em armazéns e financiar a safrinha.
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