Daniel Vilela lamenta saída de Ana Paula do MDB e chama filiação ao PL de “impensada”

Na narrativa apresentada por Daniel, não faltou espaço político para Ana Paula dentro do partido.

Daniel Vilela e Ana Paula Rezende | Foto: Reprodução/Opinando

O vice-governador Daniel Vilela (MDB) comentou publicamente, pela primeira vez, a filiação de Ana Paula Rezende ao PL e afirmou ter sido pego de surpresa com a decisão. Segundo ele, a saída foi “impensada” e gerou incompreensão dentro do MDB, especialmente entre quadros históricos ligados ao legado de Iris Rezende.

Na narrativa apresentada por Daniel, não faltou espaço político para Ana Paula dentro do partido. Ele afirmou que insistiu para que ela entrasse na vida pública e citou que, nas articulações eleitorais anteriores, ela chegou a ser cogitada para disputar a Prefeitura de Goiânia, e que, se tivesse aceitado, poderia ter sido a candidata do grupo no lugar de Sandro Mabel (União).

Daniel também sustentou que Ana Paula vinha sendo “prestigiada” na estrutura partidária: lembrou que ela ocupava a vice-presidência estadual e afirmou que, pelo desenho interno do MDB, ela assumiria a presidência do diretório em cerca de 40 dias, caso ele se desincompatibilizasse da direção partidária ao assumir compromissos institucionais ligados ao governo. “Como é que alguém que ia presidir o partido diz que teve porta fechada?”, questionou.

Memorial de Iris e disputa de narrativa

O ponto central apontado por Daniel para explicar o rompimento foi a divergência sobre o Memorial Iris Rezende. Ele disse que houve cobrança para que o Estado financiasse a obra e que respondeu que não poderia fazê-lo por impedimento legal, afirmando que “a lei não deixa” usar dinheiro público em iniciativa de natureza privada. Para ele, a reação teria sido “desproporcional”.

Efeito imediato e xadrez de 2026

A mudança ocorre no mesmo momento em que o PL lançou Wilder Morais como pré-candidato ao governo e confirmou Ana Paula como pré-candidata a vice-governadora na chapa, em evento partidário com presença de Valdemar Costa Neto.

Do lado do MDB e da base governista, Daniel sinalizou que as definições de composição majoritária (como a escolha de vice) tendem a ficar mais perto das convenções, enquanto o partido reorganiza a linha interna de comando após a saída de Ana Paula.

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