Goiás deve registrar a segunda maior safra de grãos de sua série histórica na temporada 2025/26, segundo dados vinculados ao 5º Levantamento da Conab. A estimativa é de 35,8 milhões de toneladas, com 7,8 milhões de hectares plantados e produtividade média projetada de 4,6 toneladas por hectare.
O desempenho consolida o estado como um dos principais polos agrícolas do país, com destaque para soja e milho, além de culturas que têm ganhado espaço em diversificação e rotação, como girassol e sorgo.
O cenário favorável, no entanto, vem acompanhado de desafios clássicos de “safra cheia”: armazenagem, escoamento e custos logísticos tendem a pressionar margens, especialmente em períodos de pico de colheita. Nesse contexto, cooperativas, tradings e agroindústrias monitoram a disponibilidade de armazéns e o custo do frete, enquanto produtores tentam calibrar vendas para reduzir exposição a gargalos.
Na leitura do setor, uma safra robusta também pode ampliar a atratividade de investimentos em processamento local (farelo, óleo, etanol de milho e proteínas), porque o ganho não está apenas em produzir mais, mas em capturar valor na cadeia.
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