Hereditariedade do câncer reforça importância da prevenção e do diagnóstico precoce, alerta oncologista

Segundo a oncologista Dra. Beatriz Bueno, fatores hereditários estão presentes em uma parcela menor dos casos, mas exigem atenção redobrada, acompanhamento especializado e avaliação individualizada.

Doutora Beatriz Bueno | Foto: Divulgação

A hereditariedade do câncer tem ganhado cada vez mais relevância na medicina moderna, especialmente diante dos avanços da genética e da oncologia de precisão. Embora a maior parte dos casos esteja associada a fatores ambientais e hábitos de vida, especialistas alertam que uma parcela menor, mas significativa, da doença pode ter origem hereditária.

De acordo com a oncologista Dra. Beatriz Bueno, compreender o papel dos fatores hereditários é essencial tanto para a prevenção quanto para o diagnóstico precoce. Estima-se que entre 5% e 10% dos casos de câncer estejam relacionados a mutações germinativas herdadas dentro de uma mesma família, o que pode elevar o risco para o desenvolvimento de tumores como os de mama, ovário, próstata e colorretal.

Segundo a especialista, a identificação desse risco permite que pacientes e familiares adotem medidas de vigilância mais rigorosas e adequadas ao seu perfil clínico. Nesses casos, o acompanhamento médico especializado e a avaliação para testes genéticos germinativos são apontados como ferramentas importantes para definir a melhor estratégia de rastreamento.

Esse monitoramento pode incluir exames periódicos e ações preventivas individualizadas, com potencial para ampliar as chances de diagnóstico precoce e favorecer melhores desfechos clínicos. A proposta, conforme destaca a médica, é oferecer um cuidado mais preciso, levando em conta não apenas o paciente, mas também o contexto familiar em que ele está inserido.

Outro aspecto considerado fundamental é o histórico familiar. Informações sobre parentes que tiveram câncer, a idade em que receberam o diagnóstico e os tipos de tumor identificados ajudam o médico a avaliar o risco individual de forma mais assertiva. Esse levantamento pode servir de base para decisões clínicas mais seguras e para a adoção de estratégias preventivas voltadas à proteção de toda a família.

A Dra. Beatriz Bueno reforça que informação e prevenção seguem como grandes aliadas no enfrentamento da doença. Conhecer o próprio histórico, buscar orientação médica e manter a regularidade dos exames são medidas que podem contribuir diretamente para salvar vidas.

Dra. Beatriz Bueno, médica oncologista | Foto: Divulgação

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *