A possibilidade de construir empreendimentos residenciais sem vagas de garagem em Goiânia voltou ao centro do debate urbano, mas, na prática, ainda não se consolidou como tendência dominante. Reportagens locais apontam que, apesar de o modelo estar permitido em recortes e condições previstos pela legislação urbanística, incorporadoras avaliam com cautela a adesão, especialmente por causa do perfil do comprador e do impacto na revenda.
A discussão se conecta às mudanças promovidas no planejamento urbano da capital, com foco em adensamento e reorganização do uso do solo, além de estímulos à ocupação em eixos com maior oferta de transporte coletivo e serviços.
Especialistas do setor imobiliário avaliam que, mesmo com incentivos regulatórios, a “cultura do carro” ainda pesa na decisão de compra em muitas regiões. Além disso, bancos e avaliações de mercado podem ser mais conservadores em unidades sem vaga, e isso tende a frear lançamentos em larga escala, salvo em nichos muito específicos (studios, locação, áreas hipercentrais).
Com o avanço de políticas de mobilidade e mudanças no custo de manter veículos, o tema deve seguir em alta ao longo de 2026. O mercado, porém, indica que a migração para empreendimentos “car-free” será gradual e dependente de infraestrutura urbana (transporte, calçadas, segurança e serviços de proximidade) para ganhar escala de fato.
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