Sessão inclusiva de “Zootopia 2” em Aparecida de Goiânia reforça agenda de acessibilidade no cinema

Moviecom Buriti Shopping promove exibição adaptada para crianças com Transtorno do Espectro Autista, com som reduzido, sala iluminada e orientação especial às famílias.

Imagem do filme Zootopia 2 | Foto: Divulgação

Em meio às férias escolares de fim de ano, uma iniciativa em Aparecida de Goiânia chama atenção pela proposta de inclusão. O Moviecom do Buriti Shopping promove sessão adaptada do filme “Zootopia 2”, voltada a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e suas famílias. A exibição ocorre em horário matutino, com ambientação diferenciada: volume de som mais baixo, luzes parcialmente acesas e maior tolerância a movimentação e manifestações dos pequenos durante o filme.

Reportagem publicada na imprensa goiana detalha que crianças com TEA e um acompanhante têm direito à meia-entrada, mediante apresentação de laudo ou carteira de identificação, e que os ingressos são vendidos exclusivamente na bilheteria, para garantir o controle do público e o acolhimento adequado. A proposta é reduzir estímulos que possam causar desconforto e, ao mesmo tempo, permitir que famílias que muitas vezes evitam salas de cinema tenham uma experiência segura e positiva.

“Zootopia 2” dá continuidade à história de Judy Hopps e Nick Wilde, agora como parceiros inseparáveis em uma metrópole de animais que discute temas como convivência, diversidade e respeito às diferenças – combinação que dialoga diretamente com a ideia de inclusão proposta pela sessão especial. Ao escolher uma animação de grande apelo infantil para a ação, o cinema aumenta a chance de engajamento do público e de normalização da presença de crianças autistas em espaços de lazer.

Especialistas em inclusão defendem que iniciativas como essa contribuem para romper barreiras sociais que ainda isolam pessoas com TEA, sobretudo em ambientes de entretenimento que, por padrão, operam com som alto, luz apagada e pouca compreensão sobre necessidades sensoriais específicas. Ao adaptar linguagem, atendimento e estrutura, o cinema dialoga com pautas de acessibilidade cultural e se alinha a uma tendência crescente em grandes centros do país.

A expectativa é que a boa repercussão do evento estimule novas sessões adaptadas ao longo de 2026, em outros títulos infantis e, eventualmente, em diferentes salas da Grande Goiânia. Para famílias de crianças autistas, a mensagem é clara: o cinema pode e deve ser um espaço para todos.

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