O clássico entre Atlético-GO e Vila Nova, disputado no Estádio Antônio Accioly, terminou com tensão fora de campo. Ao fim da partida, dirigentes do Vila Nova procuraram a equipe de arbitragem para reclamar da condução do jogo, especialmente do lance mais polêmico do confronto, revisado pelo VAR.
Entre os dirigentes citados em relatos e registros do episódio está Romário Policarpo, 2º vice-presidente do Vila Nova e presidente da Câmara Municipal de Goiânia.
O lance que virou pivô da revolta
A principal bronca colorada envolve a jogada em que Rafa Silva foi derrubado por Igor Henrique, já na etapa final. O árbitro Breno Souza assinalou falta fora da área. A cabine do VAR, sob comando de Eduardo Tomaz, revisou o lance e manteve a marcação de campo.
Em entrevistas após o jogo, o vice-presidente financeiro do clube, Hugo Jorge Bravo, subiu o tom e afirmou que, na visão do Vila, a infração teria sido dentro da área, o que caracterizaria pênalti e poderia mudar o rumo do clássico.
VAR reage e fala em hostilidade e intimidação
Depois da repercussão, o árbitro de vídeo Eduardo Tomaz veio a público para explicar a decisão e relatar o que ocorreu nos bastidores. Segundo ele, não havia imagem conclusiva capaz de alterar a decisão de campo quanto ao local da falta. Ele também afirmou que houve ambiente de intimidação após a partida e citou hostilidade direcionada a ele, inclusive mencionando a presença de familiares no estádio.
Matéria publicada em Goiás relata que, durante a confusão, teriam ocorrido xingamentos e ameaças verbais, e que dirigentes afirmaram que o VAR “não pisaria mais” no OBA e não voltaria a trabalhar em jogos do clube.
Quem apitou e quando é o jogo de volta
A arbitragem do clássico teve Breno Souza como árbitro, com Bruno Pires e Tiego dos Santos como assistentes. No VAR, Eduardo Tomaz atuou com Danilo Bonifácio.
O jogo de volta da semifinal está marcado para domingo, 1º de março, às 17h, no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA), conforme tabela oficial divulgada pela Federação Goiana de Futebol (FGF) e informações de cobertura do confronto.
O que fica no ar
A cobrança de dirigentes sobre arbitragem é recorrente no futebol, mas o episódio reacende o debate sobre limites de protesto, segurança de equipes de arbitragem e o impacto institucional quando figuras públicas, como autoridades políticas, estão presentes em momentos de confronto. Com a semifinal em aberto, a expectativa é de que a FGF e a Comissão de Arbitragem monitorem a repercussão e reforcem protocolos para o clássico decisivo no OBA.
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