O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por mais 60 dias o prazo de investigação do inquérito que apura possíveis irregularidades na operação de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). A extensão foi concedida após pedido da Polícia Federal (PF), que conduz as diligências no âmbito do inquérito que tramita sob sigilo no Distrito Federal.
Além de autorizar a prorrogação, Toffoli determinou a intimação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para ciência da continuidade das investigações, reforçando o papel do Ministério Público na supervisão e acompanhamento do procedimento.
Segundo a apuração relatada pela PF, o suposto esquema investigado pode alcançar R$ 12 bilhões e envolve emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) sem lastro, com promessa de remuneração aos clientes acima da taxa de mercado. As diligências também buscam esclarecer eventual participação de dirigentes do BRB no contexto investigado.
O caso ganhou tração pública após o anúncio, no ano passado, de que o BRB pretendia adquirir o Banco Master. A reportagem menciona que o Banco Central (BC) teria barrado o negócio ao identificar irregularidades em documentos apresentados, o que ampliou o escrutínio sobre a operação e seus bastidores institucionais.
Na mesma semana, a PF deflagrou nova fase da Operação Compliance Zero, com foco novamente no Banco Master, citando apuração de crimes como organização criminosa, gestão fraudulenta, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro, além de medidas patrimoniais que incluem sequestro e bloqueio de bens e valores bilionários.
Deixe um comentário