Cármen Lúcia sugere 10 critérios de conduta para juízes eleitorais em 2026

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anuncia carta de recomendações com foco em transparência, imparcialidade e comunicação institucional.

Presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia | Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, anunciou a elaboração de uma “carta de recomendações” com 10 diretrizes para orientar a atuação de juízes eleitorais e a postura institucional da Justiça Eleitoral ao longo de 2026, ano de eleição geral. A apresentação formal aos presidentes dos TREs está marcada para 10 de fevereiro.

A justificativa, segundo as reportagens, é reforçar parâmetros de comportamento “mais rigorosos” e transparentes, evitando situações que possam gerar dúvida sobre imparcialidade, conflito de interesses e comunicação fora de canais oficiais.

Os 10 critérios (em síntese)

Com base na lista divulgada, as recomendações incluem:

  1. Publicidade das audiências com partes, advogados, candidatos, partidos e interessados (com divulgação prévia de agenda, dentro ou fora do tribunal).
  2. Comedimento em manifestações públicas (e também em agendas profissionais privadas) sobre temas eleitorais, ainda que não estejam sob sua jurisdição direta.
  3. Evitar eventos e confraternizações com candidatos, representantes e interessados na campanha, por potencial conflito de interesses.
  4. Vedação a manifestações de preferência política do magistrado, inclusive em mídias digitais, para não comprometer a aparência de imparcialidade.
  5. Não receber presentes, favores ou ofertas que levantem dúvida sobre a isenção ao decidir.
  6. Proibição de “sinalizações” pró ou contra candidaturas, partidos ou ideologias, por risco de percepção de favorecimento ou perseguição.
  7. Regras específicas para magistrados que são advogados: não atuar em casos em que o escritório do qual façam parte esteja representando interesses no processo/ato.
  8. Não assumir atividades extrajudiciais que afetem o cumprimento de deveres funcionais (a jurisdição é pessoal e indelegável).
  9. Comunicação institucional centralizada: atos judiciais e administrativos devem ser tornados públicos pela autoridade competente, para evitar ruído e interpretação equivocada.
  10. Transparência como “imposição republicana”, com ampla publicidade do que ocorre no processo eleitoral e na atuação de magistrados e servidores, assegurando informação baseada em fatos.

Por que isso importa para 2026

Na prática, o pacote mira três frentes sensíveis em ano eleitoral: (i) agenda e audiências com publicidade, (ii) neutralidade e autocontenção comunicacional, sobretudo em redes sociais, e (iii) prevenção de conflitos de interesse, inclusive pela presença em eventos com atores diretamente envolvidos na disputa. (Agência Brasil)

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