Pesquisa BTG/Nexus divulgada em 21 de setembro aponta empate técnico entre o presidente Lula, candidato à reeleição pelo PT, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL, tanto no primeiro quanto no segundo turno. O levantamento foi realizado a menos de duas semanas da votação e indica consolidação das escolhas do eleitorado.
No cenário estimulado de primeiro turno, quando os nomes são apresentados aos entrevistados, Lula aparece com 40% e Flávio Bolsonaro com 37%. Augusto Cury tem 6%, Ronaldo Caiado registra 5%, Renan Santos soma 3%, enquanto Romeu Zema e Samara Martins aparecem com 1% cada. Brancos, nulos e eleitores que afirmam não votar totalizam 4%, e 3% não souberam responder.
Voto espontâneo tem menos indecisos
Na pergunta espontânea, Lula foi citado por 40% e Flávio Bolsonaro por 34%. Augusto Cury aparece com 4%; Caiado e Renan Santos, com 3% cada; e Zema, com 1%. A parcela de indecisos caiu para 8%, enquanto brancos, nulos e pessoas que não pretendem votar somam 6%. O voto espontâneo é acompanhado porque mede a lembrança do candidato sem apresentação de uma lista.
Em uma simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o resultado é de 46% a 45%, diferença dentro da margem de erro. O levantamento também testou Lula contra outros concorrentes. No confronto com Ronaldo Caiado, os dois aparecem com 45%, o que coloca o candidato goiano em empate numérico com o atual presidente.
Como a pesquisa foi realizada
O instituto ouviu 2.006 eleitores por telefone entre 18 e 20 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança informado é de 95%. A pesquisa foi encomendada pelo BTG Pactual e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00485/2026.
A margem de erro deve ser aplicada a cada percentual, e não apenas à diferença entre os candidatos. Por isso, pequenas vantagens numéricas não representam liderança estatisticamente confirmada. Pesquisas registram a opinião dos entrevistados no período de coleta e não funcionam como previsão do resultado das urnas.
Os números reforçam uma eleição polarizada, mas ainda deixam espaço para movimentos na reta final. Debates, propaganda eleitoral e fatos políticos dos últimos dias podem influenciar principalmente os eleitores que ainda admitem mudar de voto.
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