A queda de um galho de grande porte de uma gameleira na Praça da Cirrose, no Setor Oeste, voltou a colocar em discussão o manejo de árvores consideradas de risco em Goiânia. O incidente ocorreu na noite de 19 de setembro, em uma área frequentada por pedestres, mas não houve registro de feridos.
Segundo a Prefeitura, avaliações técnicas anteriores apontavam comprometimento de árvores existentes na praça. A retirada, entretanto, tornou-se objeto de mobilização de moradores e de manifestação do Ministério Público de Goiás. Após a queda do galho, a área foi sinalizada e passou por nova avaliação da Agência Municipal do Meio Ambiente, da Defesa Civil e de outros órgãos municipais.
Projeto discute responsabilidade por impedimento
A administração municipal anunciou o envio à Câmara de Goiânia de um projeto para disciplinar a responsabilização civil em situações nas quais a retirada de uma árvore condenada por laudo técnico seja impedida ou atrasada. A proposta pretende definir quem responderá por eventuais prejuízos ocorridos durante o período de suspensão do serviço.
A discussão exige cautela. Um laudo técnico deve apontar o estado fitossanitário da árvore, o risco de ruptura e as alternativas de manejo. Antes da extirpação, podem ser consideradas medidas como poda, redução de copa, isolamento da área e monitoramento. Quando o risco é iminente e não há solução capaz de preservar o exemplar com segurança, a retirada pode ser necessária para proteger a população.
Quem deve ser acionado
Em áreas públicas, as podas preventivas e a remoção emergencial cabem à Comurg, enquanto a Amma realiza vistorias e autoriza intervenções. Em imóveis particulares, o proprietário deve solicitar avaliação e contratar serviço autorizado. Galhos próximos à rede elétrica devem ser comunicados à Equatorial Goiás.
A Comurg informou ter realizado mais de 150 mil podas preventivas em 2026. Situações de risco podem ser registradas pelo aplicativo Prefeitura 24 Horas, com endereço e fotografias.
O caso mostra que preservação e segurança precisam caminhar juntas. A decisão deve se apoiar em diagnóstico atualizado, transparência e participação da comunidade, sem expor moradores a riscos evitáveis.
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