Duas aeronaves colidiram durante o voo e caíram na manhã deste domingo, 14 de junho, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. As seis pessoas que estavam nos helicópteros morreram.
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 8h59 para atender à ocorrência na Avenida das Américas. Conforme as informações divulgadas pela corporação, cinco pessoas viajavam em uma das aeronaves. No segundo helicóptero estava apenas o piloto. Não houve registro de vítimas em solo.
Os helicópteros caíram em pontos diferentes de um pátio utilizado para armazenar veículos elétricos de uma concessionária da BYD. Uma das aeronaves provocou um incêndio que atingiu aproximadamente 20 carros estacionados no local. As chamas foram controladas pelas equipes de emergência.
Cerca de 45 militares e 15 viaturas participaram da operação. Parte da pista lateral da Avenida das Américas precisou ser interditada para permitir o trabalho dos bombeiros, peritos e demais agentes mobilizados para a ocorrência.
Câmera registrou queda
Uma câmera de segurança instalada na região registrou o momento em que um dos helicópteros perde altitude e cai depois da colisão. O vídeo, divulgado por veículos de comunicação, não mostra com clareza o instante exato em que as aeronaves se chocam no ar.
As imagens devem integrar o conjunto de elementos analisados pelos investigadores para reconstruir a trajetória dos helicópteros e esclarecer as circunstâncias do acidente.
Aeronaves estavam regulares
As aeronaves envolvidas foram identificadas pelas matrículas PP-MAC e PR-DJJ. A primeira é um helicóptero Bell 206B, fabricado em 1999, enquanto a segunda é um Eurocopter AS350 B2, conhecido como “Esquilo”, produzido em 2012.
Dados disponíveis no Registro Aeronáutico Brasileiro indicavam que os dois helicópteros estavam em situação normal de aeronavegabilidade. Nenhum deles possuía autorização para operar como táxi aéreo, o que, por si só, não significa que realizavam esse tipo de serviço no momento do acidente.
Segundo informações preliminares, um dos helicópteros seguia em direção a Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense, enquanto o outro havia partido do Aeroporto Santos Dumont. As circunstâncias em que as rotas das duas aeronaves se cruzaram ainda serão apuradas.
Cenipa investiga as causas
A Força Aérea Brasileira informou que investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos — Seripa III, vinculado ao Cenipa, foram enviados ao local.
Na etapa inicial, os especialistas realizam a coleta e a confirmação de dados, preservam os elementos encontrados e verificam os danos provocados nas aeronaves e na área atingida. A Polícia Civil também instaurou uma investigação e realizou perícia no local.
A Agência Nacional de Aviação Civil informou que apura a situação das aeronaves e dos pilotos. A investigação destinada a determinar os fatores que contribuíram para a colisão ficará sob responsabilidade do Cenipa. Até a última atualização, nenhuma hipótese oficial havia sido apresentada para explicar o acidente.
Listas de passageiros divulgadas à imprensa apontam as possíveis identidades dos ocupantes. No entanto, as autoridades ainda trabalhavam na identificação oficial das vítimas, motivo pelo qual os nomes devem ser tratados com cautela até a conclusão dos procedimentos periciais.
Assista ao vídeo do momento da queda de uma das aeronaves
Matéria em atualização.
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