A vitória do Goiás por 2 a 1 sobre o Avaí, em 20 de setembro, foi seguida por um protesto que expôs a crise financeira vivida pelo clube. Os jogadores não atenderam à imprensa na zona mista do Estádio Hailé Pinheiro, e o técnico Mozart Santos deixou de conceder a entrevista coletiva habitual em solidariedade ao elenco.
O silêncio foi explicado no dia seguinte por meio de uma carta aberta divulgada pelos atletas. No documento, o grupo afirmou que tentou resolver a situação internamente e que continuou treinando, viajando e disputando as partidas apesar dos atrasos. Os jogadores também destacaram que a manifestação não era contra o clube ou a torcida.
Dois meses de salários e direitos de imagem
De acordo com apuração do ge, as pendências envolvem dois meses de salários registrados em carteira, dois meses de direitos de imagem e cinco premiações por vitórias. Funcionários de outros setores do clube também teriam pelo menos o salário de agosto em atraso. O Goiás informou ao veículo que não se manifestaria sobre a carta.
O protesto aconteceu após o elenco receber promessas de que parte dos valores seria regularizada. Segundo os atletas, os compromissos não foram cumpridos no prazo apresentado. A decisão de interromper as entrevistas tornou pública uma insatisfação que já vinha sendo discutida nos bastidores.
Vitória mantém esperança de reação
Dentro de campo, o Goiás saiu atrás contra o Avaí, mas virou o placar com gols de Kadu Sousa e Jean Carlos. Foi a segunda vitória consecutiva do time na Série B. Após a rodada, o clube ocupava a décima posição, com 42 pontos, quatro abaixo da zona de acesso. A reação esportiva, porém, passou a conviver com a incerteza sobre os pagamentos.
Atrasos salariais afetam o ambiente de trabalho e podem comprometer concentração, planejamento e permanência de profissionais. No futebol, a divisão de parte da remuneração entre salário formal, direitos de imagem e premiações torna a regularidade financeira ainda mais importante.
Na carta, os atletas afirmaram que continuarão defendendo o Goiás e ressaltaram a situação dos funcionários que recebem os menores vencimentos. O episódio aumenta a pressão sobre a diretoria para apresentar um cronograma verificável de pagamento e evitar que a crise administrativa prejudique a reta final da competição.
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