Goiás registrou a maior redução proporcional do país na área de florestas plantadas para exploração comercial. Dados da Pesquisa da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mostram que o estado encerrou 2025 com 106,4 mil hectares destinados à atividade.
A retração foi de 13,6% em relação ao ano anterior. No Brasil, o movimento ocorreu na direção oposta: a área de florestas plantadas cresceu 4,8%, passando de 9,9 milhões para 10,4 milhões de hectares.
Eucalipto representa 91% da área
O eucalipto continua sendo a principal espécie cultivada em Goiás, com 96,8 mil hectares, equivalentes a 91% da área estadual de silvicultura. Na comparação anual, houve redução de 14,9% da área ocupada pela espécie. O pinus aparece em segundo lugar, com 4,6 mil hectares e queda de 4,5%.
A diminuição da área, contudo, não significou redução do valor gerado pela lenha. A produção de lenha de eucalipto aumentou de 3,2 milhões para 3,9 milhões de metros cúbicos, enquanto o valor avançou 55%, de R$ 387,3 milhões para R$ 600,5 milhões.
Municípios concentram produção
Campo Alegre de Goiás liderou a produção de lenha de eucalipto em 2025, com 600 mil metros cúbicos e R$ 120 milhões em valor de produção. Rio Verde, Ipameri, Paraúna e Catalão também aparecem entre os principais produtores.
A combinação de menor área plantada com aumento da quantidade e do valor produzido merece análise mais detalhada. Entre as hipóteses a serem investigadas estão ganhos de produtividade, cortes de áreas maduras, mudanças no uso do solo, preços de mercado e demanda energética.
A silvicultura fornece matéria-prima para energia, construção, papel, celulose e diferentes atividades industriais. Por isso, a redução da base plantada pode repercutir sobre custos e disponibilidade futura, ao mesmo tempo em que exige acompanhamento ambiental sobre o uso do solo e a reposição florestal.
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