O motorista da Polícia Civil do Estado de Goiás João Lourenço de Oliveira, de aproximadamente 65 anos, foi encontrado morto na segunda-feira (15), após desaparecer de sua residência, no Parque Jardim Buriti, em Goiânia. Segundo as investigações, o próprio filho da vítima confessou o crime e indicou o local onde o corpo havia sido deixado, em uma área de mata às margens da GO-060, no município de Trindade.
A principal linha investigativa aponta que o crime teria sido motivado pela intenção de roubar e vender uma caminhonete Toyota Hilux pertencente ao servidor. O filho, identificado como Flávio Lourenço, teria procurado o pai após enfrentar dificuldades financeiras e ter um pedido de empréstimo negado. A possível dívida ainda é apurada pela Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH).
De acordo com a apuração policial divulgada até o momento, Flávio teria ido armado à casa do pai e cometido o homicídio após uma discussão relacionada a dinheiro. Dois homens teriam auxiliado na retirada da vítima do imóvel e na ocultação do corpo em Trindade.
Caminhonete levou polícia aos envolvidos
João Lourenço estava desaparecido desde sábado (13). Familiares estranharam a falta de contato e foram até a residência dele, onde perceberam que a caminhonete e dois cartões bancários haviam desaparecido. Também foram encontrados sinais que levantaram a suspeita de que um crime havia ocorrido no imóvel.
As investigações avançaram depois que policiais militares do Batalhão de Choque localizaram a Hilux com uma mulher no Jardim Goiás, em Goiânia. Ela informou que o veículo havia sido adquirido pelo marido, posteriormente encontrado no Setor Água Branca. A partir da negociação, os policiais chegaram ao filho da vítima, que morava em Bela Vista de Goiás.
Ao ser abordado, Flávio confessou o crime e acompanhou os policiais até o ponto onde o corpo havia sido deixado, próximo a um posto de combustíveis na GO-060. O veículo, avaliado em cerca de R$ 90 mil, teria sido negociado por aproximadamente R$ 50 mil, segundo informações divulgadas sobre o depoimento.
Seis pessoas foram presas
Ao todo, seis pessoas foram presas durante as diligências. Além do filho, dois homens são apontados como participantes diretos do crime e da ocultação do corpo. Outras pessoas são investigadas pela negociação da caminhonete, retirada de peças do veículo e possível auxílio a um dos envolvidos.
O filho e os dois supostos participantes diretos foram autuados por latrocínio, crime caracterizado pelo roubo seguido de morte. O casal que teria adquirido a caminhonete deverá responder por receptação, enquanto outro investigado foi autuado por favorecimento. A participação individual de cada preso ainda será aprofundada no decorrer do inquérito.
João Lourenço trabalhava havia cerca de 20 anos na Polícia Civil de Goiás, onde atuava como motorista e também prestava serviços na base responsável pelo abastecimento das viaturas da corporação.
O caso permanece sob investigação da DIH. As versões apresentadas pelos presos e as circunstâncias da negociação do veículo ainda deverão ser confrontadas com perícias, depoimentos e outros elementos reunidos pela Polícia Civil. Até a publicação desta matéria, não havia sido divulgado posicionamento das defesas dos investigados.
Deixe um comentário