Projeto aprovado pela Câmara prevê vigilantes no interior dos ônibus de Goiânia

Texto segue para análise do prefeito Sandro Mabel e ainda depende de sanção para se transformar em lei

Ônibus em Goiânia | Foto: Reprodução

A Câmara Municipal de Goiânia aprovou, em último turno, um projeto que poderá obrigar as empresas da Rede Metropolitana de Transportes Coletivos a disponibilizarem vigilantes de segurança privada no interior dos ônibus. A votação ocorreu em 22 de setembro, e o texto foi encaminhado para análise do prefeito Sandro Mabel.

A proposta é de autoria do vereador Ronilson Reis. Conforme a justificativa divulgada pela Câmara, a exigência seria amparada pelo fato de o sistema metropolitano receber subsídios públicos. A intenção anunciada é ampliar a segurança de passageiros e trabalhadores durante as viagens.

Aprovação não significa aplicação imediata

Mesmo aprovado pelos vereadores, o projeto ainda não está valendo. O prefeito poderá sancionar integralmente o texto, vetar dispositivos ou rejeitar a proposta. Em caso de sanção, a execução também poderá depender de regulamentação, definição de prazos e esclarecimento sobre a forma de fiscalização.

Entre os pontos que ainda precisam ser detalhados estão o impacto financeiro da medida, a quantidade de profissionais necessária, os horários e linhas abrangidos, as regras de contratação e a eventual repercussão do custo sobre os contratos e subsídios do transporte coletivo.

Debate envolve segurança e custo do sistema

A presença de segurança privada dentro dos veículos pode ser defendida como resposta a furtos, assaltos, agressões e conflitos durante as viagens. Por outro lado, uma implantação em larga escala exige avaliação sobre treinamento, atribuições dos vigilantes, integração com as forças policiais e capacidade financeira das concessionárias.

Também será necessário delimitar a atuação desses profissionais. A segurança privada possui regras próprias de formação, fiscalização e exercício da atividade e não substitui o policiamento ostensivo realizado pelo poder público.

Com o envio ao Executivo, a próxima etapa será a manifestação do prefeito. Até que haja sanção e eventual regulamentação, passageiros e empresas não estão submetidos à nova obrigação.

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