UFG passa a integrar rede nacional de supercomputação

Lamcad é o primeiro centro de processamento de alto desempenho do Centro-Oeste incorporado ao sistema coordenado pelo Governo Federal.

Centro Tecnológico da UFG | Foto: Reprodução

O Laboratório de Computação Avançada do Brasil Central, vinculado à Universidade Federal de Goiás, foi reconhecido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação como Centro Nacional de Processamento de Alto Desempenho. Com a designação, o Lamcad passa a integrar o Sistema Nacional de Processamento de Alto Desempenho e coloca Goiás no mapa da supercomputação brasileira.

A oficialização ocorreu por meio da Portaria Setad/MCTI nº 10.300/2026. O laboratório se tornou o primeiro polo da Região Centro-Oeste incorporado ao Sinapad, rede que reúne estruturas capazes de executar cálculos complexos e atender projetos científicos que exigem grande volume de processamento.

Estrutura atende pesquisadores gratuitamente

O Lamcad possui aproximadamente 300 usuários cadastrados e participa de mais de 60 projetos de pesquisa. O atendimento é oferecido gratuitamente a pesquisadores e também pode apoiar parcerias com empresas, órgãos públicos e entidades do terceiro setor. Para integrar o sistema nacional, a unidade assumiu o compromisso de disponibilizar pelo menos 25% de sua capacidade computacional à rede.

A computação de alto desempenho permite executar, em menos tempo, tarefas que seriam inviáveis em computadores comuns. Entre as aplicações estão treinamento de modelos de inteligência artificial, simulações físicas, análise de grandes bases de dados, previsão climática e estudos sobre agricultura, saúde e energia.

Novo data center e supercomputador

A expansão prevê a construção de um novo data center com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás e a aquisição de um novo supercomputador financiado pela Finep. Os investimentos devem aumentar a capacidade de atendimento e permitir que novos grupos de pesquisa utilizem a infraestrutura.

O laboratório já apoia iniciativas como o Centro de Excelência em Inteligência Artificial, o Centro de Excelência em Estudos, Monitoramento e Previsões Ambientais do Cerrado e o Centro de Excelência em Agricultura Exponencial. A integração cria oportunidades para pesquisas diretamente relacionadas às necessidades de Goiás, incluindo monitoramento ambiental, manejo de lavouras e desenvolvimento de tecnologias para o setor produtivo.

Além do ganho acadêmico, a estrutura pode aproximar universidade, empresas e governos. O desafio será transformar capacidade computacional em projetos acessíveis, com critérios transparentes de uso, formação de profissionais e resultados capazes de beneficiar a sociedade.

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