A Seleção Brasileira chega à reta final de preparação para a Copa do Mundo de 2026 embalada pela goleada por 6 a 2 sobre o Panamá, no último domingo (31), no Maracanã. O amistoso marcou a despedida da equipe em território nacional antes da viagem para os Estados Unidos e serviu como um teste importante para Carlo Ancelotti observar alternativas no elenco.
O Brasil começou a partida com intensidade e abriu o placar logo nos primeiros minutos, com Vinícius Júnior. O atacante, revelado pelo Flamengo, brilhou no retorno ao Maracanã e ainda participou diretamente do segundo gol brasileiro, marcado por Casemiro. O Panamá chegou a empatar parcialmente, em cobrança de falta desviada na barreira, mas a Seleção retomou o controle ainda no primeiro tempo.
Na etapa final, Ancelotti promoveu várias alterações e praticamente montou outra equipe. A resposta dos reservas foi positiva. Rayan, Lucas Paquetá, Igor Thiago e Danilo balançaram as redes e ampliaram o placar, mostrando que a disputa por espaço no time segue aberta às vésperas da Copa. O Panamá ainda descontou no fim, fechando o placar em 6 a 2.
O desempenho ofensivo foi o principal ponto positivo da semana. A Seleção demonstrou variedade de jogadas, pressão na saída de bola adversária e boa participação dos jogadores que entraram no segundo tempo. Ao mesmo tempo, os dois gols sofridos deixam alertas para ajustes defensivos, especialmente contra adversários mais fortes e organizados.
A goleada também teve peso simbólico. Além de ser o último jogo no Brasil antes do Mundial, a partida serviu para aproximar a Seleção da torcida em um momento decisivo da preparação. Com o início da Copa se aproximando, Ancelotti busca definir a formação ideal e reduzir dúvidas sobre o time titular.
O próximo compromisso será contra o Egito, neste sábado (6), às 19h, no Huntington Bank Field, em Cleveland, nos Estados Unidos. Será o último amistoso da Seleção antes da estreia na Copa do Mundo.
A equipe africana também está classificada para o Mundial e deve oferecer um teste diferente ao Brasil. O Egito é uma das seleções mais tradicionais da África, maior campeão da Copa Africana de Nações, com sete títulos, e conta com jogadores experientes, entre eles Mohamed Salah, principal referência técnica da equipe.
Para Ancelotti, o jogo contra os egípcios será a última oportunidade de avaliar o elenco em situação real de partida antes da estreia contra o Marrocos, marcada para 13 de junho, em Nova Jersey. O Brasil está no Grupo C da Copa, ao lado de Marrocos, Haiti e Escócia.
Depois da goleada sobre o Panamá, a expectativa é de que o técnico italiano use o amistoso contra o Egito para consolidar a base titular, observar ajustes no sistema defensivo e definir como pretende organizar o ataque, especialmente diante das ausências e dúvidas físicas que marcaram a preparação.
Com a vitória no Maracanã, a Seleção ganhou confiança. Agora, o desafio é transformar o bom resultado em consistência, corrigir falhas e chegar à estreia da Copa com uma equipe mais equilibrada, competitiva e pronta para iniciar a busca pelo hexacampeonato.
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