A votação que rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) foi secreta, o que impede a identificação oficial de como cada senador votou. Por isso, não há uma lista pública e institucional que permita afirmar, com segurança, o voto individual de todos os parlamentares. O placar final foi de 42 votos contrários, 34 favoráveis e uma abstenção.
Apesar da ausência de votação nominal aberta, manifestações públicas, orientações partidárias e ausências registradas ajudam a entender como se organizaram os blocos políticos em torno da indicação.
Senadores e partidos contrários ao governo
A oposição tratou a rejeição como uma vitória política sobre o governo Lula. Segundo a Rádio Senado, PL e Novo já haviam fechado posição contra a indicação de Messias. Também houve votos contrários entre nomes do PP e do União Brasil, de acordo com a cobertura oficial.
O líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que a rejeição foi uma resposta ao perfil do indicado e ao que chamou de politização do Supremo Tribunal Federal. Para ele, o resultado representou uma derrota do governo Lula.
No Distrito Federal, dois dos três senadores declararam publicamente voto contrário. Damares Alves (Republicanos-DF) e Izalci Lucas (PL-DF) afirmaram ter votado contra Messias. A senadora Leila Barros (PDT-DF) não declarou publicamente o voto, segundo o Metrópoles.
Entre os parlamentares citados nas manifestações contrárias ou na articulação da oposição aparecem:
Declararam ou foram citados publicamente contra Messias:
Rogério Marinho (PL-RN) – Líder da oposição; defendeu a rejeição
Jorge Seif (PL-SC) – Citado pela Rádio Senado como crítico da indicação
Damares Alves (Republicanos-DF) – Declarou voto contrário
Izalci Lucas (PL-DF) – Declarou voto contrário
A oposição também comemorou o fato de o Senado impor uma derrota rara ao governo em uma indicação para o STF, reforçando a narrativa de que o resultado sinaliza desgaste político do Planalto em ano eleitoral.
Senadores e partidos alinhados ao governo
Do lado governista, a rejeição foi tratada como resultado político, não como reprovação técnica do indicado. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que Messias cumpria os requisitos para o cargo e que a votação foi pressionada pela proximidade das eleições.
O relator da indicação, Weverton (PDT-MA), também saiu em defesa de Messias e disse que a derrota atingiu uma pessoa que, em sua avaliação, não deveria ter sido envolvida no processo eleitoral.
O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), declarou ter votado a favor de Messias. Ele afirmou que o indicado tinha condições de ser ministro do STF e relatou ter prestado solidariedade ao advogado-geral da União após o resultado.
Declararam ou foram citados publicamente em defesa de Messias:
Randolfe Rodrigues (PT-AP) – Líder do governo; defendeu o indicado
Weverton (PDT-MA) – Relator da indicação; defendeu Messias
Otto Alencar (PSD-BA) – Declarou voto favorável
Senadores da base governista (PT e aliados) – Atuaram pela aprovação
Senadores ausentes
Quatro senadores não votaram na sessão:
Oriovisto Guimarães (PSDB-PR)
Cid Gomes (PSB-CE)
Astronauta Marcos Pontes (PL-SP)
Wilder Morais (PL-GO)
Mesmo que os quatro tivessem comparecido e votado a favor, Messias ainda ficaria abaixo dos 41 votos necessários para aprovação, pois recebeu apenas 34 votos favoráveis.
O que é possível afirmar com segurança
Como a votação foi secreta, não é possível publicar uma lista dizendo como cada senador votou sem incorrer em risco de erro. O que se pode afirmar, com base em fontes públicas, é:
- Messias recebeu 34 votos favoráveis, 42 contrários e houve uma abstenção.
- A oposição, especialmente PL e Novo, atuou contra a indicação.
- O governo e aliados defenderam a aprovação.
- Alguns senadores declararam publicamente seus votos ou posições.
- Quatro senadores não votaram.
Dessa forma, o resultado mostra que a rejeição não foi apenas uma avaliação individual sobre o currículo de Jorge Messias, mas um movimento político mais amplo. A votação secreta permitiu que senadores de partidos do centro e até de legendas com participação no governo se afastassem da orientação do Planalto sem exposição nominal direta.
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